Ponderei se haveria de fazer isto ou não... Resposta fácil... fazer! Óbvio!
Aqui está seleccionado todo um processo de aprendizagem. Não deve haver vergonha de o mostrar!
Porque a escolha dos THE YEAR? Ao dedicar-me ao arquivo notei que eles são, sem dúvida, "aquilo" que mais fotografei ao longo destes anos de fotografia. Tendo sido em 2005 a primeira vez que os fotografei quando ainda nem os conhecia. Uma história que nunca me irei esquecer foi, aproximadamente, em 2006 quando vou ao McDonalds e vejo o Sardinha... Sem qualquer vergonha, sai-me a pergunta "Olha lá, tu não és o vocalista dos My Cubic Emotion?". Envergonhado responde que sim. Trocamos umas palavras e ele diz "Aparece no próximo concerto".
Escusado será dizer que até aos dias de hoje foram cerca de 70 actuações ao vivo (sim! antigamente havia muitos concertos!), sessões promocionais, bastidores, jantares e, muita, diversão!
Mas pronto, já chega de nostalgia... muita! O confinamento tem destas coisas... Mas vamos regressar à fotografia!
O mais interessante ao ver as milhares de fotos foi perceber o processo evolutivo da forma como ia fotografando... No inicio, longe de saber que iria fazer vida da fotografia fica evidente que não percebia nada do que estava a fazer! Literalmente, disparar à toa! Mas, naquela altura, fez sentido (ou não)!
Com o tempo, a paixão pela fotografia cresceu e foi quando comecei a explorar e querer aprender mais sobre o assunto. Na altura, apenas com recurso a revistas e livros... Havia uma técnica que eu adorava ver: flash à segunda cortina. Eu só pensava em fotos carregadas de "efeitos especiais". Era lindo!!! Outra forma não valia nem fazia sentido!!!
Com o passar dos anos e aquisição de material já podia explorar mais e foi quando me senti seguro para tentar deixar de usar flash... Na realidade, irritava-me ter de andar a "mandar flashadas".
Eu queria era andar despercebido! Mesmo, sendo difícil graças ao brilho da careca!
A minha ânsia era a procura de enquadramentos diferenciadores tentando, sempre, o recurso das luzes de palco. Não preciso dizer que perdi imensas fotos... Mas era isso que me realizava!!
Depois de ter feito esta recolha, posso afirmar que, o ano 2011, foi quando comecei a desenvolver aquilo que é o mais próximo do meu registo fotográfico actual.
Felizmente a iluminação de palco e a proliferação dos técnicos e entusiastas de luz que a experiência de fotografia de espectáculos foi mudando. Para muito melhor!
Mas como nunca estou contente e, teimoso no uso do flash, até porque muitas das vezes já não é permitido, queria era coisas diferentes... Comecei a procurar a utilização da exposição múltipla na fotografia de espectáculos. Tentativas falhadas com fartura... e muitos momentos perdidos... mas, quando corria bem... era a sério!!!! Era ali que estava a minha nova felicidade! Era quase como se fosse a foto da minha vida!! Mesmo quando, a maioria das vezes, a malta olhava para aquilo e fazia aquela cara: "o que raio é isto?". 
A minha teimosia era mais forte... explorar a luz, enquadramentos, particularidades do espaço que "encaixado" no momento certo... era Aquilo!!!!
E agora? vamos a ver qual será a próxima fase... mas confesso que, depois disto, dei por mim a sentir falta das fotos com "efeitos especiais"!

Posso dizer que passei por 4 fases:
- não percebia nada de nada queria é concertos (!!!);
- "efeitos especiais" (qb!);
- enquadramentos;
- invenções.

Eles foram, em muito, responsáveis por tudo aquilo que procuro fazer actualmente na fotografia de espectáculo. Fotografei-os tanto que, consciente ou inconscientemente, eu queria fazer coisas sempre diferentes.
Foram cobaias e, mais importante, motivadores de todo o processo! Ainda hoje o são!!

Obrigado THE YEAR!! São grandes!!!!
João Correia, Sardinha, Jaca, BP, Kitz, Phil
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